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Sobre

Cidade


Conheça a história do nosso município.

História


Aniversário: 22/12
Fundação: 22/12/1995
Gentílico: Setubinhense
Em 1965, houve neste período de tempo a primeira tentativa de emancipação de Setubinha, que fracassou derrotado em urnas. Em 1994, então o vereador Teófilo Barbosa Neto, organizador do movimento pró-emancipação, encontrou pessoas influentes na politica de minas e com seu grande empenho, sagrou-se vitorioso em plebiscito realizado no dia 10 de outubro de 1995, com mais de 90% dos votos válidos e em 21 de dezembro de 1995, através da Lei Estadual nº 12030, Setubinha foi elevado á categoria de município, sancionada pelo governador Hélio Garcia.

Ainda que grande parte dos documentos referentes ao município, tenha se perdido em duas enchentes do Rio Araçuaí, muito se conservou de sua história, que é mais antiga do que a história de Malacacheta. Por volta de 1830, à região foi visitada por um português, cobrador de impostos e Guarda-mor do Império, chamado Jerônimo. Este, a caminho de Teófilo Otoni, seguindo a trilha aberta por Benedito Otoni (com o objetivo de descobrir afluentes do Rio Mucuri que o levassem ao mar – na Bahia) passando por Setubinha na época Sesmaria de uma família originária da cidade portuguesa de Setúbal – resolveu instalar-se definitivamente no local.

O principal rio desta sesmaria recebeu o nome de Setúbal em homenagem à cidade natal dos portugueses. Parte dela, que foi doada para outra família, tinha sua área territorial banhada por um afluente do rio Setúbal, que por ser de menor porte, recebeu o nome de Setubinha, originando-se, assim, o nome atual do município:

Setubinha. As terras visitadas foram doadas em sesmaria a uma outra família portuguesa, de nome Batista de Miranda, que nelas construiu as primeiras casas, por volta de 1840. Em 1841, a povoação conhecida como Santo Antônio do Setubinha, já servia de referência para Cassimiro Gomes Leal. Por ela passaram, em 1847 e 1852, as expedições de Teófilo Benedito Otoni rumo ao Vale do Mucuri. Novas famílias, algumas de tradição mineira como a Paula Dias, que descende de Alvarenga Peixoto, foram chegando e trazendo o progresso para a povoação, que se tornou Paróquia e foi elevada à categoria de Distrito de Minas Novas. As datas mais marcantes da história de Setubinha são:

a) 1838-1840: fundação do povoado;
b) 1865: criação do Distrito de Santo Antônio do Setubinha, pertencente ao Município de Minas Novas, pela Lei Provincial nº 1.251, de 15 de novembro de 1865;
c) 1880: criação da Freguesia de Santo Antônio do Setubinha, dia 03 de janeiro. No dia 04 de novembro do mesmo ano, Setubinha passou para a jurisdição de Teófilo Otoni;
d) 1883: criação do Cartório de Registro Civil e Tabelionato. Há registros de comércio de escravos;
e) 1900: iniciação da construção da atual Igreja Imaculada Conceição, pelo imigrante italiano Nicolas Mazzinghy;
f) 1905: inauguração da Igreja Imaculada Conceição;
g) 1923: Setubinha passa a Distrito de Malacacheta;
h) 1930: criação da primeira escola em Setubinha, denominada “Escolas Isoladas”;
i) 1930: chegada do primeiro automóvel, trazido pelo imigrante libanês, o comerciante Nagib Mahmud Nédir;
j) 1937: chegada do primeiro rádio em Setubinha, trazido pelo proprietário da Fazenda Boas Granjas, o Sr Xisto Caldeira;
k) 1960: criação da primeira escola urbana, denominada “Escolas Reunidas”, que, em 1963, passou a denominar-se EE Nagib Mahmud Nédir;
l) 1965: primeira tentativa de emancipação do município;
m) 1995: realização do plebiscito em 22/10/95 e aprovação da Lei de Criação do Município: Lei nº 12.030, de 21/12/95, sancionada em 22/12/95;
n) 1996: eleição do primeiro Prefeito e da primeira Câmara Municipal, em 03/10/96;
o) 1997: instalação do município de Setubinha;
p) 2002: criação do Distrito Palmeiras do Vale, através da Lei nº 006/02, de 24/05/02, publicação: MG – 19/11/02; q) 2003: inauguração do laboratório de informática. No resgate da história da ocupação populacional do município de Setubinha verificou-se que a maior parte é originada de famílias de agricultores migrantes a partir do Vale do Jequitinhonha, principalmente das cidades de Minas Novas e Araçuaí, bem como do sertão baiano.

Há também registros de famílias originárias de imigrantes portugueses e libaneses e, nas áreas de ocupação mais antigas foram relatados encontros com povos indígenas e encontrados sinais da presença anterior destas populações, apesar de ser inexplicável seu desaparecimento.

As famílias sobreviviam da agricultura e transportavam seus produtos em lombo de animais até Sucanga (Poté) e daí de trem até Teófilo Otoni, onde eram comercializados.

Brasão:

 

Dados Demográficos


Área: 532,19 km²
Ano de Instalação: 1997
Mesorregião: Vale do Mucuri/Jequitinhonha

Microrregião: Teófilo Otoni

Superintendência Regional de Ensino: Teófilo Otoni

Região de Planejamento: Jequitinhonha/Mucuri

Pólo Regional de Ensino (sede): Vale do Aço (Governador Valadares)

O Município de Setubinha limita-se com os municípios: Malacacheta, Capelinha, Angelândia, Novo Cruzeiro, Ladainha e Minas Novas.

Está localizada a 515 km da capital do estado e a 160 km da cidade de Teófilo Otoni.

Setubinha está a uma altitude de 754 m, latitude sul 17º36’02” e longitude oeste 42º09’44”.

O relevo é acidentado, sendo 60% do seu território montanhoso, 25% ondulado ao longo de seus córregos e rios e 15% de baixadas planas. Os pontos mais altos são: Morro da Serragem, Chapada dos Coqueiros, Espinhaço e Alto do Soturno. O clima é tropical úmido, com períodos de estiagem, no inverno e de chuvas alternadas no verão.

A hidrografia do município é formada pelo Rio Setúbal e seus afluentes: Rio Setubinha, Ribeirão São José, Córrego Chico Ferreira, Córrego Soturno, Córrego Jurema, Córrego Gangorra, Córrego Pai Domingos, Córregos Coqueiro, Córrego Cará e Córrego do Fogo, entre outros. Estes córregos e ribeirões são alimentados por cerca de 80 (oitenta) nascentes, todas situadas dentro dos limites territoriais do município.

A vegetação natural é composta por Mata Atlântica, com alguns focos de mata típica do serrado. O desmatamento para fins comerciais – carvoeiras – trouxe alguns benefícios econômicos para o município, mas enormes prejuízos ambientais. Grandes plantações de eucalipto e algumas de mamona e de seringueira ajudam a compor a atual paisagem vegetal do município.

A paisagem montanhosa, entremeada de baixas de tamanho insuficiente para grandes lavouras, faz com que a agricultura – predominantemente familiar – seja realizada nos morros. A produção agrícola é diversificada e boa parte desta é gerada no entorno das casas.

Este relevo montanhoso e a altitude favorecem o desenvolvimento da cultura do café. A cultura do eucalipto, para fins comerciais, também está se desenvolvendo no município.

 

Distritos e Comunidades

Palmeiras – Distrito

Quaresma – Comunidade

Coqueiros – Comunidade

Pai Domingos – Comunidade

Jacinto – Comunidade

Almeidas – Comunidade

Cabeceira do Chico Ferreira – Comunidade

Córrego dos Mendes – Comunidade

Chico Ferreira – Comunidade

Córrego do Fogo – Comunidade

Ribeirão Soturno – Comunidade

Córrego Espirito Santo – Comunidade

Córrego do Cará – Comunidade

Córrego dos Dias – Comunidade

Ribeirão São Jose – Comunidade

Grota da Lagoa – Comunidade

Córrego da Gangorra – Comunidade

Córrego Santo Antônio – Comunidade

Córrego do Miguel – Comunidade

Terra Boa – Comunidade

Baixa do Paiol – Comunidade